apresentação.

Quando surge um nó, desaparece uma fragilidade. Ou então algo deixa de estar rompido ou se emaranha. Esta era uma assertiva até há pouco tempo, irrefutável. Quem discordaria que foi unindo esforços que a humanidade se construiu enquanto ser coletivo? Mas hoje, frente aos desafios de uma pandemia, os valores destes nós são repensados. A solução imediata que se afigura é o recolhimento e o desfazer dos laços, colocando em suspenso os pressupostos de como e em que base reconstruir novas conexões.

 

O I Congresso Internacional Nós dá início a um convite interdisciplinar, construído a partir de temas que permitem várias aproximações relacionadas a manifestações e práticas culturais, como a Antropologia, Arquitetura e Urbanismo, Geografia, Turismo, Filosofia, Psicologia, Artes, afeito à amplitude das trocas possíveis quando a rede de nós se forma através de outros canais - a literatura, o cinema, a música, o teatro e as mídias digitais – e questionando-se sobre os novos paradigmas que afloram quando o mundo se conecta sem o deslocamento físico. Ele convoca pesquisadores, nesta sua primeira edição, a refletir sobre um afluxo de experiências bastante especial: os patrimônios em silêncio

 

programação.

de 21 a

23 de

abril de

2021

EM

BREVE

Prepare-se! Agora, para cada trecho que lhe descrever, sua mente partirá por conta própria, desmontando ideias pedaço por pedaço.

 

Por exemplo, poderemos construir congressos de outra maneira, substituindo ingredientes, deslocando-os, reterritorializando-os?

 

Nossa proposta é de um evento que ocorra com grande participação do público e que falas sejam entremeadas por vivências, no caso, que levem a conhecer o nosso lugar: Alagoas. 

 

Temos a expectativa, portanto, que participe do Congresso  Nós trazendo experiências de pesquisa e de reflexão mas também aberto a conhecer os patrimônios locais. Muitos deles em silêncio.

 

Assim como sugerimos na chamada do evento -  que se mostra como uma deriva por  lugares pouco frequentados pelos mecanismos de patrimonialização, ou que se abre a novas frentes para o seu entendimento -  pretendemos que o Congresso seja uma oportunidade de observar o local  onde ele mesmo ocorrerá. 

 

Foi desta forma que se escolheu como sua  sede  o  bairro de Jaraguá, onde a cidade de Maceió se iniciou. As atividades se darão na Casa do Patrimônio e em outras partes do bairro. Entre antigos galpões de açúcar, próximos do porto e do mar, será possível visitar edifícios tombados e ao mesmo tempo caminhar por ruas e becos.

 

O evento combinará apresentações no formato de mesas redondas, palestras, oficinas, conversas abertas e visitas. Estas últimas  terão suporte mas não serão guiadas, buscando que cada um desbrave paisagens. Acredita-se que as cidades e seus lugares são construídos por marcos referenciais, mas também por descobertas pessoais. Por isso,  que o fio condutor do seu explorar seja aleatório, que as regras não sejam explicitadas, que as perspectivas sejam enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa.

Parafraseando Calvino, cidades também acreditam ser obra da mente ou do acaso, mas nem um nem outro bastam para sustentar as suas muralhas. De uma cidade não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas.

 

chamadas.

Diversas são as vozes que se articulam sobre o patrimônio. Elas falam, sussurram, gritam, ou calam, ou silenciam. Entram em conflito ou se alinham em discursos hegemônicos. Dialogam ou buscam criar monopólios. Nesse sentido, os silêncios e as pausas são evocados nas lacunas dos enunciados ou mesmo no alarido diante dos bens culturais.

São nós de interesse os patrimônios reconhecidos, mas também os esquecidos, e mesmo aqueles que ainda não se configuram como patrimônio nos discursos oficiais. Assim, os nós temáticos estão estruturados em:

Nó 1: O silêncio do patrimônio reconhecido

Aborda as expressões do patrimônio, na dimensão da cidade, da paisagem, dos bens isolados e de práticas culturais, que alcançaram o reconhecimento oficial através do tombamento ou do registro, mas que passam por algum processo de silenciamento, desde ocaso físico (abandono, ruína, demolição), usos interrompidos, até práticas fragilizadas no presente pela ausência de repercussão comunitária, pela colisão com a defesa do meio ambiente ou com os processos velozes da contemporaneidade.

Nó 2: O silêncio entre vozes em diálogo

A condição de silêncio possibilita ouvir o outro. Abrange narrativas sobre: um lugar de fala; a diversidade de discursos em confluência ou em conflito sobre um mesmo bem; as reapropriações e as ressignificações do patrimônio. Aborda também as práticas que se dão através das interfaces promovidas por diferentes universos, como o da arte (literatura, cinema, música, dança) e o das redes digitais.

Nó 3: O silêncio como esquecimento e mordaça

Diz respeito a legados e manifestações marcadas por cicatrizes que se relacionam com traumas e opressão, e seus complexos processos de lembrança e esquecimento. Busca promover discussões que tangenciem, dentre outros, o tema da dissipação da memória do passado para fazer cessar uma dor, mas, também, em outra mão, para fazer calar a dor do outro e não reconhecer ou reparar o erro. Além disso, aborda temas que, do presente - vozes e manifestações vivas que persistem em vir das margens, das periferias, das minorias e dos oprimidos - são negligenciados no fazer-se ouvir ou que sofrem tentativas diretas de se verem silenciadas. Como exemplo citam-se os contextos relacionados a desastres naturais, crimes ambientais, acidentes e marcas oriundas de guerras e de exploração humana, episódios de repressão religiosa e cultural, entre outros. E o nosso próprio barulho, incomodando o calar da terra, o ritmo da natureza, a calma da atmosfera, como se tem visto abordar nos últimos meses. 

Nó 4: O silêncio dos silentes, dos mistérios

Coloca-se aberto ao patrimônio e à introspecção, mas também às manifestações culturais que aludem ao imaginário, ao fantástico, ao sagrado. Pode se referir à lacuna que abriga o silêncio: a pausa, o esquecimento e o ocultamento que escapam, intencionalmente ou não, dos processos de representação. Abrange discussões que envolvem lendas, ritos, religiosidade, àquilo que tende à impenetrabilidade institucional. Aborda também o patrimônio na dimensão da imagem e das sensorialidades; além daquela que pressupõe deciframentos, como os processos de compreensão das pinturas rupestres, da atribuição de autorias, dentre outros. 

Nó cego

Outros silêncios...

...aqueles que não se fazem presentes nos nós anteriores.

PROPONHA-NOS SUA VISÃO DE SILÊNCIO!

 
 
 
 
 

calendário.

O I Congresso Internacional Estudos da Paisagem – Nós, será realizado no período de 21 a 23 de abril de 2021, com atividades que ocorrerão segundo programação a ser disponibilizada no site do evento, próximo à sua realização.

tabela de valores

                                                                             Até 18/12/2020          Até 12/03/2021          A partir de 13/03/2021

Profissionais                                                         200,00                        225,00                               250,00
Doutorandos                                                           150,00                   
     175,00                               200,00
Mestrandos                                                             100,00                         125,00                                150,00
Graduandos                                                              
 50,00                           65,00                                  80,00

Os autores deverão efetuar o pagamento da inscrição até a data limite do envio do artigo para que seja garantida a publicação.

20 JUL 2020

Chamada para submissão de resumos (400 palavras) e abertura do primeiro período para inscrições.

18 OUT 2020

Prazo limite para submissão de resumos.

30 NOV 2020

Resultado da avaliação cega por pares.

02 DEZ 2020

Início do submissão de artigos completos.

18 DEZ 2020

Abertura do segundo período para inscrições.

28 FEV 2021

Prazo limite para submissão de artigos completos.

13 MAR 2021

Abertura do terceiro período para inscrições.

NOVO PRAZO!

 

submissão.

AVISO! Pelo menos uma pessoa precisa fazer a inscrição do evento para que o trabalho seja divulgado nos anais.

CHAMADA DE TRABALHOS

Convidamos os pesquisadores das várias áreas que permeiam e se relacionam com manifestações e práticas culturais a refletirem sobre os afluxos dos patrimônios em silêncio e submeterem trabalhos inéditos em conformidade com os Nós temáticos do evento.

O Nó Temático deverá ser definido durante a submissão do resumo pela plataforma https://doity.com.br/nosicongressointernacionalestudosdapaisagem/artigos, até 18 de outubro de 2020. Poderá ser anexada ao resumo até no máximo uma imagem síntese.

Cada pessoa poderá participar de no máximo quatro propostas, sendo uma como autor(a) e três como co-autor(a). Cada proposta poderá ter no máximo quatro proponentes.

As propostas serão duplamente avaliadas às cegas e os trabalhos selecionados pela Comissão Científica deverão ser submetidos no formato de artigo completo, até 28 de fevereiro de 2021, para garantir a apresentação oral e participação no e-book do evento. As sessões temáticas serão limitadas. Os artigos completos deverão seguir as normas do template disponíveis abaixo. Os Nós temáticos são:

O silêncio do patrimônio reconhecido

O silêncio entre vozes em diálogo

O silêncio como esquecimento e mordaça

O silêncio dos silentes, dos mistérios

Outros silêncios

Os certificados de apresentação e/ou participação serão disponibilizados após a apresentação no site do evento ou enviado aos e-mails dos autores. O e-book será disponibilizado na página do congresso.

 
 

comitê científico.

Fernanda Rechenberg, Professora Adjunta de Antropologia na UFAL, com mestrado e doutorado em Antropologia Social pela UFRGS, e graduação em Jornalismo também pela UFRGS.
-
Fernanda possui experiência nas áreas de Antropologia e Fotografia, atuando principalmente em: antropologia visual e sonora, fotografia, museus e acervos, memória coletiva, antropologia urbana, meio ambiente e cotidiano.
-
Foi diretora do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore entre os anos de 2014 e 2016. E é pesquisadora do Laboratório Antropologia Visual em Alagoas (AVAL) e do Laboratório da Cidade e do Contemporâneo (LACC), ambos da UFAL.

Luiz Amorim, Professor Titular do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE, atuando no Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo e no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano (MDU), onde coordena o Laboratório de Estudos Avançados em Arquitetura (lA2) e o Grupo de Pesquisa de Morfologia da Arquitetura e do Urbanismo.
-
Desenvolveu estudos pós-doutorais no Instituto Superior Técnico de Lisboa (2017 2018). E é pesquisador 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), onde foi membro titular do Comitê de Assessoramento de Arquitetura, Demografia, Geografia, Turismo e Planejamento Urbano e Regional (CA-SA) entre 2010 e 2013.
-
E autor do livro "Obituário Arquitetônico: Pernambuco modernista", coautor de "Delfim Amorim-arquiteto", e co-organizador de "A casa nossa de cada dia" e "Cidades: urbanismo, patrimônio e sociedade".

Paola Berenstein, Professora titular da Faculdade de Arquitetura, do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo e dos Programas de Pós-Graduação em Artes Visuais e em Dança da UFBA.
-
Além de ser autora dos livros: Les favelas de Rio (Paris, lHarmattan, 2001); Estética da Ginga (Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2001); Esthétique des favelas (Paris, lHarmattan, 2003) e Elogio aos errantes (Salvador, Edufba, 2012); co-autora de Maré, vida na favela (Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2002) ; organizadora de Apologia da deriva (Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2003), Corps et décors urbains (Paris, lHarmattan, 2006), Corpos e cenários urbanos (Salvador, Edufba, 2006), Corpocidade: debates, ações e articulações (Salvador, Edufba, 2010), Corpocidade: gestos urbanos (Salvador, Edufba, 2017), Nebulosas do Pensamento Urbanístico - modos de pensar (tomo 1, Salvador, Edufba, 2018), e Nebulosas do Pensamento Urbanístico - modos de fazer (tomo 2, Salvador, Edufba, 2019), e da coleção Experiências Metodológicas para compreensão da complexidade da cidade contemporânea (4 tomos, Salvador, Edufba, 2015).

Juliana Michaello, Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFAL.
-
Juliana possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Alagoas, Mestrado em Dinâmicas do Espaço Habitado pelo DEHA/UFAL e Doutorado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
-
Organizadora do livro “Letras projetadas sobre fundo em movimento: palavras que dizem cinema” (2014). Diretora de arte dos documentários etnográficos: "A Lapinha de Dudé" , "A saga do menino Canta", "Cavalhadas de Alagoas" e "Carreadas" e da série Cadernos de Viagem: Índia, Austrália, Nova Zelândia, Leste Europeu, Turquia e Nepal. Atuando nas seguintes linhas de pesquisa: Cultura, Identidade e Imagem; Identidade, território e poder; Metodologia de mapeamentos culturais e Políticas públicas da cultura.

Luis Antonio dos Santos Baptista, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade Federal Fluminense e do programa de pós-graduação em psicologia da Universidade Federal do Espírito Santo.
-
Luis é Graduado em Psicologia pela Universidade Gama Filho, possui mestrado em Psicologia (Psicologia Clínica) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutorado em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo, Pós-doutorado na Faculdade de Sociologia da Universidade de Roma "La Sapienza" (1995-1996), bolsista do CNPQ, e no Serviço de Saúde Mental de Imola, Italia (1996-1997), bolsista CAPES.
-
Autor, entre outras publicações, dos livros O Veludo, o Vidro e o Plástico. Desigualdade e Diversidade na Metrópole, 2 edição, EDUFF, 2012. A Fábrica de Interiores. A Formação Psi em Questão, EDUFF, 2000. A Cidade dos Sábios. Reflexões sobre a Dinâmica Social nas Grandes Cidades, Ed. Summus, 1999.

Elvira Barreto, Professora Efetiva Associada da Universidade Federal de Alagoas. Docente do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Serviço Social/Ufal, e Professora Colaboradora do Seminário Internacional de História Contemporânea do Direitos Humanos da Universidade de Salamanca.
-
Elvira possui Doutorado em Jornalismo, pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e Estudos Avançados em ciência da Comunicação e da Informação como bolsista Alban. Pós -Doutorado em Direitos Humanos - Universidad de Salamanca - USAL/Espanha (2017-2018). Tem experiência de pesquisa em saúde, educação e comunicação no âmbito de gênero, diversidade e direitos humanos, juventude e violência. Coordenação da pós-graduação lato sensu Gênero e Diversidade na Escola-2015/2016.
-
Além de ser Líder do Grupo de pesquisa/CNPq - Gênero, Diversidade e Direitos Humanos, Integra a Vice-coordenação e pesquisa do Núcleo Temático Mulher e Cidadania/UFAL. É Diretora da Editora da Universidade Federal de Alagoas-EDUFAL(2019-2020), e foi Coordenadora Geral da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas(2019).

Marcelo Tramontano, Professor Associado do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP, desde 1990, onde coordena o Nomads.usp - Núcleo de Estudos de Habitares Interativos. Professor e orientador do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo do IAU-USP nos níveis de Mestrado e Doutorado e supervisor de Pós-doutorado.
-
Coordena projetos de pesquisa em políticas públicas na área da Cultura e Estudos Urbanos explorando o uso de meios digitais. Prioriza temas relacionados com o uso do filme documentário como meio de pesquisa; os habitares contemporâneos urbanos e sua história; arquitetura, parametrização e cultura digital; BIM e processos de projeto; informatização do quotidiano nas escalas do corpo [computação vestível], do objeto [mobiliário com mídias integradas], da edificação [o edifício como interface de comunicação] e da cidade [fragmentos urbanos informatizados], políticas culturais; design de mobiliário; plataformas online em processos decisórios participativos para intervenções urbanas.

Daniela Kabengele, Doutora em Antropologia pela UNICAMP (2012). Pesquisadora-Visitante na University of Texas at Austin, com Bolsa Fulbright (2010-2011). Foi Bolsista Ford-IFP (2007-2010). Mestre em Antropologia pela UNICAMP (2005). Eleita membro do Conselho Ético e Fiscal da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UNICAMP (2004). Participou do Programa de Formação de Quadros Profissionais do CEBRAP para mestrandos (2002/2003). Graduada em Ciências Sociais, Bacharel em Sociologia pela UNICAMP (1998).
-
Além de ser antropóloga, é Docente do Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas do Centro Universitário Tiradentes UNIT AL. Pró-Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Centro Universitário Tiradentes UNIT AL (2019). Coordenadora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Centro Universitário Tiradentes UNIT AL (2015-2018).

Margareth Pereira, Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-UFRJ(1978), graduação em Urbanismo pela Université de Paris VIII (1979), DEA em Etudes Urbaines (1984) e Doutorado (1988) pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1984).
-
Margareth realizou seu pós-doutorado na França (no Institut dUrbanisme de Paris e na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales) e na Inglaterra ( no Centre for Urban History da University of Leicester) em 2004 e estágio senior em 2012 na ENGREF - França.
-
Foi professora convidada do Instituto de Artes da UFRGS (1990), do Institut Français durbanisme (2002), do Institut durbanisme de Paris (2003), da FAU-PUCAMP, da Universidad Nacional de Colombia(2003) , da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (2003 e 2018) e vem realizando conferências em diversas instituições de ensino superior no Brasil e no exterior.
-
Foi Coordenadora do Curso de Especialização em História da Arte e da arquitetura no Brasil da PUCRIO, Vice-decana do Centro de Letras e Artes da UFRJ e é professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo onde atua no Programa de Pós-graduação em Urbanismo - PROURB desde 1999 e do qual foi coordenadora entre 2013 e 2016.

Adriana Guimarães, professora adjunta da Universidade Federal de Alagoas. Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela UFAL (1997), mestrado em Dinâmica do Espaço Habitado pela UFAL (2014) e doutorado pelo programa Cidades da UFAL (2019).
-
Adriana atua na área de Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural, sobretudo nos seguintes temas: patrimônio cultural material e imaterial, projeto de restauração de monumentos e sítios históricos.
-
Além disso, é membro do Grupo de Pesquisa em Representações do Lugar (RELU/UFAL), onde desenvolve pesquisas sobre patrimônio, memória e história da cidade e da arquitetura.

Maria Angelica da Silva, Professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (1998), com bolsa sanduíche cursada na Architectural Association School (Londres). Realizou estágio de pós-doutoramento na Universidade de Évora em 2006, com bolsa Capes e 2009 com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi professora visitante na Universidade de Bolonha) em 2018/2019, com bolsa Capes.
-
Coordena o Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem desde 1998. Em 2011, a bolsista Taciana Santiago, sob sua orientação, recebeu do CNPq o Prêmio Nacional Destaque do Ano na Iniciação Científica. No ano de 2015 recebeu a Comenda do Mérito da FAPEAL (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas).
-
Além disso, foi avaliadora por duas vezes do Prêmio Capes de Teses, participou do Qualis Livros 2016 e da Comissão de Avaliação Quadrienal de Área da Capes em 2017. Foi bolsista de produtividade do CNPq de 1998 a 2019, quando, após vinte anos, não obteve a renovação, embora tenha tido a avaliação por mérito reconhecida.

Vitor Teixeira, Licenciado em História pela Faculdade de Artes na Universidade do Porto, Portugal (1991); Mestre em História Medieval pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Portugal (1996); Doutor em História pela Faculdade de Artes da Universidade do Porto, Portugal (2004); Pós-Doutorado em Iconografia e Semiótica das Artes Visuais, na Università di Roma 1 “La Sapienza” (Facoltà di Lettere e Filosofia) em Roma, Itália (2013).
-
Dentre os seus temas de interesse, estão: Iconografia e Iconologia; História do Império Português; História da Arte, Património e Cultura da Expansão Portuguesa; Avaliação e Taxação de Livros Raros e Antigos; Estudos Orientais e História da Religião e Cultura em Portugal e Império Português.
-
Além disso, é autor de publicações de relevo, como: Dicionário Família Franciscana em Portugal (2015); O Movimento da Observância Franciscana em Portugal (1392- 1517). História, Património e Cultura de uma Experiência de Reforma Religiosa (2010); O Maravilhoso no Mundo Franciscano na Baixa Idade Média em Portugal (1999).

Roseline Oliveira, Professora Associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFAL e de seu Programa de Pós-Graduação. Arquiteta e Urbanista formada na Universidade Federal de Alagoas (Ufal-1999), Mestre (2002) e Doutora (2009) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia/Universidade do Algarve, , tendo realizado estágio pós-doutoral junto à Universidade de Évora (2018). (Portugal).
-
Roseline é Líder do Laboratório de Interpretação de Núcleos Habitados (LIN-A), o qual observa dinâmicas urbanas contemporâneas na dimensão de percursos cotidianos, visando a identificação de conflitos e revisão de conceitos, através do estudo e produção de registros arquivísticos, audiovisuais e arquiteturais. Além de ter sido vice-coordenadora do Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem, o qual integrou por 20 anos.
-
Atualmente, está como coordenadora do Programa de Pós-Graduação da Fau-Ufal. Foi professora efetiva do curso de Design do Ifal (2002-2008) onde atuou como vice coordenadora.

Lindemberg Medeiros, Professor Associado I da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), lotado no Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (IGDema). Atua nos programas de pós-graduação da Geografia e da Arquitetura e Urbanismo, ambos pertencentes a UFAL.
-
Seus interesses de pesquisa estão relacionados a turismo, com ênfase nas suas relações com os seguintes temas: Destinos Turísticos, Cidades, Urbanização Turística, Território, Políticas Públicas, Desenvolvimento Sustentável.
-
Lindemberg é líder do grupo de pesquisa Turismo, Espaço e Desenvolvimento (Ufal/CNPq). Criou e coordena o Laboratório de Território, Turismo e Desenvolvimento (LTTD). Tem como objetivos no âmbito do LTTD, realizar, coordenar e orientar pesquisas em uma perspectiva multidisciplinar, com o objetivo de gerar conhecimento pertinente aos temas de interesse acima relacionados, e formar recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação, com base na interface entre Geografia, Turismo e Arquitetura e Urbanismo.

Ana Cláudia Magalhães, Servidora federal no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, lotada na Coordenação Geral de Conservação, no DEPAM- Departamento do Patrimônio Material.
-
Ana Cláudia possui graduação em História e em Arquitetura e Urbanismo, pela Universidade Federal de Alagoas; especialização em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto; especialização em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis pela Universidade Federal de Minas Gerais; mestrado e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Alagoas, pelo DEHA/FAU/UFAL. Além de Integrar como colaboradora, o Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem ( FAU/UFAL).

Ana Flávia Magalhães Pinto. Doutora e pós-doutora em História pela Unicamp (2014 e 2017), mestre em História pela UnB (2006); bacharel em Jornalismo pelo UniCEUB (2001); e licenciada em História pela Unip (2017).
-
Ana Flávia é professora adjunta da área de Teoria e Metodologia do Ensino de História do Departamento de História da UnB. E desde a primeira graduação, desenvolve pesquisas articulando conhecimentos das áreas de História, Comunicação, Literatura e Educação, com ênfase em: atuação político-cultural de pensadores/as negros/as, imprensa negra, abolicionismos e experiências de liberdade e cidadania negras no período escravista e no pós-abolição no Brasil e em outros pontos da Diáspora Africana.
-
Além disso, atualmente é coordenadora da Regional Centro-Oeste do GT Emancipações e Pós-Abolição da Anpuh (2017-2019).

Gabriela Leandro Pereira. Professora Adjunta da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia e Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFBA.
-
Gaia é Integrante do Grupo de Pesquisa Lugar Comum desde 2011 (Coordenação geral: Profª Ana Fernandes), no qual coordena o Grupo de Estudos Corpo, Discurso e Território (2017-).
-
Além disso, possui doutorado e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (bolsista CNPQ 2007-2009/ CAPES 2011-2015; bolsista CAPES/ PDSE 2013-2014); e graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (2006).
-
Tem como áreas de interesse e pesquisa a intersecção de temas vinculados ao urbanismo, planejamento urbano; direito à cidade; culturas urbanas; questões étnico-raciais, gênero e diversidade; diáspora africana; história da arquitetura, das cidades e do urbanismo; narrativas multimídias; artes visuais; política e democracia.

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1972), mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1999). Livre docente pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2018). Professor dos cursos de graduação e de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde orienta alunos de mestrado e doutorado na Área de Concentração Paisagem e Ambiente. É membro fundador do Laboratório Paisagem, Arte e Cultura – LABPARC/ FAU-USP, o qual coordenou de 2002 a 2006, desenvolvendo estudos teóricos sobre paisagem e pesquisa sobre “Córregos Ocultos” . Tem experiência profissional em projetos e consultorias em Paisagismo, atuando principalmente em espaços livres, áreas verdes e parques públicos. Colabora com a Diretoria Científica da FAPESP emitindo pareceres sobre projetos de pesquisa enviados à Fundação.

Josemary Ferrare, arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal de Alagoas (1978). Especialização em Restauração de Monumentos e Centros Históricos pelo Centro Studi per il Restauro dei Monumenti e Centri Storici / Collegio degli Ingegneri della Toscana / Florença (1986). Mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (1996) e Doutorado em Arquitetura / História do Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (2006). 
-
Atualmente Josemary é Professora Titular da Universidade Federal de Alagoas. Aposentada e Professora Voluntária da UnIversidade Federal de Alagoas vinculada ao Programa de Pós graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFAL.. Atua na área de Preservação e Restauração do Patrimônio Histórico, sobretudo nos seguintes temas: preservação patrimonial urbana, identidade cultural, memória urbana, preservação de edifícios históricos e patrimônio imaterial.

Rodrigo Baeta, arquiteto, pela Escola de Arquitetura da UFMG, Especialista pelo Curso de Conservação e Restauração de Monumentos e Sítios Históricos (IX CECRE UFBA) e pelo Curso Ciudades y Viviendas de Iberoamérica, oferecido pelo Centro Nacional de Conservación, Restauración y Museología (CENCREM), La Habana, Cuba. 

Rodrigo é Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU UFBA), Área de Concentração em Conservação e Restauro, aprovado com distinção. Doutor pelo mesmo programa, Área de Concentração em Conservação e Restauro, aprovado com distinção e indicação para publicação - tese que recebeu Menção Honrosa pelo Prêmio CAPES de Tese, Edição 2012; fez Estágio de Doutoramento no Exterior junto ao Dipartamento di Storia dell’Architettura, Restauro e Conservazione dei Beni Architettonici da Università degli Studi di Roma, La Sapienza. 
-
Atualmente ministra disciplinas nas áreas de História da Arte, História da Arquitetura e da Cidade, Conservação e Restauração do Patrimônio Edificado e Projeto de Arquitetura e Urbanismo, sendo Professor Associado I da Faculdade de Arquitetura da UFBA. É Professor do Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos (MP-CECRE UFBA), tendo sido o seu coordenador por 4 anos (2014 a 2018). É Professor do PPGAU UFBA e foi seu coordenador de agosto de 2018 a julho de 2020. 
-
Também ompôs a Diretoria Executiva da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ), vindo a ser um dos três diretores da associação. Foi representante, para a FAUFBA e para o MP-CECRE UFBA, da Rede PHI (Patrimonio Histórico-Cultural Iberoamericano) - rede de pesquisa internacional sediada na Universidad Politécnica de Madrid. É membro do ICOMOS (International Council on Monuments and Sites) desde maio de 2015 e a partir de abril de 2018 passou a fazer parte de sua diretoria, como coordenador da Região Nordeste. Baeta é Pesquisador PQ CNPQ Nível 2.

Pedro Fidalgo, com licenciatura em arquitetura - área de Conservação e Reabilitação, pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. Mestrado em “Sauvergarde du Patrimoine Bâti” (reabilitação, restauro e conservação), pelo “Département d’Architecture” da “Ecole Polytechnique Fédéral de Lausanne” e pela “Ecole d’ Architecture” da “Université de Genéve”. 
-
Pedro é Mestre em Planeamento Regional e Urbano, da Universidade de Lisboa. Pós-Graduado em “Direito do Ordenamento, do Urbanismo e do Ambiente“ da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Doutor com a apresentação da tese “Elementos Visuales Determinantes del Paisaje Litoral - El potencial presente y endógeno en la confluencia del Tejo con el Atlántico”, pelo “Departamento de Urbanística y Ordenación del Territorio” da “Escuela Técnica Superior de Arquitectura” da “Universidad Politécnica de Madrid”.

Comitê-Rodrigo_Baeta.png
Comitê-Josemary_Ferrare.png
Comitê-Pedro_Fidalgo.png
 
 
Gradient

realização.

Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem

Estuda recortes paisagísticos considerando seus elementos, dinâmicas, pessoas e temporalidades. Registrado no CNPq desde 1998, insere-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas e é um dos suportes do seu Programa de Pós-Graduação, composto de um curso de mestrado (em Dinâmicas do Espaço Habitado) e de doutorado (em Cidades), ambos reconhecidos pela CAPES em 2002 e 2012 respectivamente.

Nas investigações produzidas pelo Grupo, consideram-se os elementos materiais e intangíveis da cultura paisagística, tendo como ferramentas prioritárias a iconografia, os relatos de época e a observação sensorial e afetiva dos espaços. Viagens e registros de imagens, a captação de depoimentos e de sons, servem de base não só para a investigação mas são reformatados em produtos culturais.

Laboratório de Criação Taba-êtê

O Laboratório de Criação Taba-êtê funciona como um desdobramento do Grupo voltado para o design de produtos. O nome, pequeno poema visual, significa “grande taba”, e era como os indígenas denominavam as cidades erigidas pelos colonizadores. As propostas gráficas e artísticas buscam transformar as ferramentas de trabalho de pesquisa científica do Grupo – viagens e imagens – em criações que visam a socialização do conhecimento. Aproximando corpo e mídias, dentre essas criações situam-se exposições de cunho interativo, objetos ludo-didáticos, livros, vídeos e instalações, cuja produção tem recebido o apoio do CNPq, Capes, Fapeal, Iphan, Banco do Nordeste do Brasil e Petrobrás.

Saberes em movimento - Nós

As viagens iniciais do Grupo Estudos da Paisagem, percorrendo cidades, foram ao encontro, dentre outras coisas, de um elemento singular: o convento franciscano. 

Como seu inspirador, trata-se de uma arquitetura que se faz descalça, no contato com o mundo, com as pessoas, com a cidade, com a terra. Sendo múltiplo, é um ponto que se fecha em si chamando à convergência e ao recolhimento, mas que também se abre e se conecta em rede com outros quando os pés se colocam em caminho (“in via”). A figura de Francisco, atualizada para o presente surge como convite a nós conectores que buscam entrelaçar lugares, culturas e países diversos em torno de uma experiência de vida compromissada com os valores da simplicidade.

O núcleo Saberes em Movimento – Nós, encontra no espaço e na paisagem suas forças motrizes e pontos diferenciais de partida de interlocução, desde as parcerias acadêmicas até o contato com a sociedade nos seus mais diversos níveis de organização e diversidade. 

DINÂMICA DO ESPAÇO HABITADO (DEHA)

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS